28 janeiro 2008

PPPPPPPPPPPPPPPPPPP

O comentário da Volta ao Cristo fica para amanhã. Hoje vou postar um interessantíssimo texto escrito inteiro com palavras iniciadas pela letra P. Lembrança do amigo Uchida... Valeu, mano!!

"Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém, posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo perfeita permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences. Partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando..." Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto, pararei."

26 janeiro 2008

Volta ao Cristo

Amanhã vou correr a Volta ao Cristo. Todo ano é a mesma coisa: eu penso que poderia ter me preparado melhor. São 16 k de certo sacrifício físico. Acaba valendo a pena, pois é um desafio único. Arredondando, são 6 k de reta, do estádio municipal até a drogaria Rosário. Depois 4 k de subida no meio da mata, a parte mais cansativa da prova. Em seguida, mais 4 k de descida, boa parte em piso de terra. Para finalizar, mais 2 k de reta, de volta ao estádio.
Esse ano, a equipe Recreativa terá 9 integrantes: Adriano, Paulo Durante, Edson, Ênio, Beto Jazon, Eduardo primo, Reynaldo, Celso Maradona e a nossa representante feminina, Odinéia.

Boa sorte pra nós. Segunda, conto os detalhes....

24 janeiro 2008

Cenas clássicas de Chaplin

Sociedade suspeita - Em O Garoto (1921), o Vagabundo tem uma combinação com o guri do título o moleque quebra uma vitrine e Carlitos surge em seguida, "por acaso", para oferecer seus serviços de consertar vidraças.



"Pode ver agora?" - O final de Luzes da Cidade (1931). Preso depois que consegue o dinheiro para a operação que pode curar uma florista cega, Carlitos encontra-a depois de solto, mas ela acha que é apenas um mendigo. Só o reconhece quando toca em sua mão.


Cadarços no almoço - No filme Em Busca do Ouro (1925), comida numa nevasca e sem comida, Carlitos improvisa: cozinha uma bota e come os cadarços como se fossem espaguete. E tem a dança dos pãezinhos também.




Nas engrenagens - De tanto apertar parafusos, Carlitos enlouquece na linha de montagem da fábrica em que trabalha. Acaba sendo engolido pela máquina. A grande crítica de Chaplin à industrialização que "desumaniza" as pessoas, em Tempos Modernos (1936).

Balé com o globo - O ridículo ditador - citação direta a Hitler - mostra suas intenções com o mundo: protagoniza uma dança com o globo terrestre. Uma denúncia poética em O Grande Ditador (1940).



(Texto extraído da revista SET, de dezembro de 2007)

23 janeiro 2008

Charles Chaplin

Gosto de Charles Chaplin desde pequeno. Lembro-me de assistir seus filmes na televisão e achar graça de seus trejeitos. Gostava mesmo dos filmes mudos. Aliás, principalmente deles. Conforme fui amadurecendo, continuei a gostar de sua obra, mas passei a admirar ainda mais o artista. Fiquei sabendo que ele escrevia, dirigia e atuava nos seus filmes. Além de compor as trilhas sonoras!!! E são muitos filmes bons... Difícil destacar um. Por sinal, faz tempo que não os vejo.
Chaplin é um fenômeno e teve uma vida meio complicada, com problemas familiares e políticos, sendo acusado até de comunista, na época da 'caça às bruxas' dos paranóicos americanos. No final do ano passado, fez 30 anos de sua morte. Pelo que me consta, a juventude de hoje não o conhece direito. Meu filho e meus sobrinhos nunca viram um filme dele. Vou dar um jeito de providenciar para que assistam. É arte pura... Momentos de comicidade e ternura na dose certa... E sem dizer uma palavra...

22 janeiro 2008

Pensamentos

No meu mister de produção de passatempos, lido muito com pensamentos, frases, expressões, aforismos, ditados, etc. A grande maioria são bons, transmitem mensagens bacanas, trazem lições positivas. Até ajudam a gente a repensar a vida. De vez em quando, vou publicar alguns aqui.
Mas, têm alguns eu realmente não gosto. Um deles é assim:

"Comeu a carne, agora tem que roer o osso".

Dá uma impressão ruim, né? Esse tá fora dos meus preferidos.

21 janeiro 2008

Insulfilm

Nem sei se é assim mesmo que se escreve. Mas, hoje em dia por causa dessa película pouco se vê das pessoas que dirigem os carros. Estão todos escondidos dentro de seus veículos. Começou como um luxo de famosos ou poderosos, que queriam manter o anonimato. Passou a um apetrecho de segurança de gente normal, protegendo até estofamentos da luz solar direta. Agora, parece que virou obrigação colocar esse filme nos vidros. Fica todo mundo escondidinho... Tem gente que buzina pra mim na rua e eu respondo, só que sem saber quem era...

19 janeiro 2008

Ringo Starr


Ringo Starr acaba de lançar mais um disco. Ele homenageia sua cidade natal, que será a capital européia da cultura em 2008. O disco chama-se "Liverpool 8". Já o escutei algumas vezes e é bom como os outros dele. Nada de excepcional. Soa como uma reunião de amigos, se divertindo, tirando um som.

Muitos dizem que ele é um baterista comum, que deu muita sorte na vida. Eu já acho que sem ele, o grupo não teria a mesma aura irreverente. Além de ser ótimo instrumentista. O jornalista português Luís Pinheiro de Almeida, o LPA, em seu blog cravou uma frase épica:

"Ringo Starr é um dos meus 4 Beatles preferidos."

18 janeiro 2008

Big Lixo

Começou o Big Brother de novo. Pela oitava vez. Acho esse programa o lixo do lixo da televisão. Pra falar a verdade, não entendo o sentido do programa. O bacana é ligar a televisão todo dia (e tem gente que assina canais pagos pra ver 24 horas ao vivo) e ficar olhando um grupo de mulheres com roupas provocantes e um monte de garotões de dorso nu? É isso? Ficar assistindo eles conversando, brigando, discutindo sobre nada? Não consigo entender. Fora da brincadeira.

Alguns já tentaram me convencer de que é um verdadeiro tratado de psicologia!!! Hahahaha... Eu bem que tentei assistir alguns episódios de anos anteriores. Mas, não consigo ver sentido na coisa... E o bombardeio de informações é grande. Anúncios em revistas, outdoors, reportagens em jornais, chamadas em sites de notícias. Não se consegue ficar sem saber que o programa está no ar.

Percebe-se claramente que a edição do programa induz o espectador a acreditar que esse é bonzinho e aquele é ruim... A manipulação é absurda! Todas as mulheres estão com os cortes, escovas e chapinhas em dia... Não tem nenhuma descomposta... Nem os homens, tradicionalmente desleixados, se descuidam do visual. Todos bem vestidos. É patético. Lixo do Lixo!!!

Alguém conseguiria me convencer de que existe algo de bom nesse programa?

17 janeiro 2008

Citação honrosa

Tive a gratíssima notícia de que o site da A Recreativa (www.recreativa.com.br/) foi citado como dica (Vale a pena acessar) pelo blog de Ricardo Noblat. Um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Foi uma surpresa quando ficamos sabendo, graças ao amigo dr. Edson Reis, que ficara sabendo pelo também doutor Fernando Paiva Posso. Se alguém quiser ver:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=dica_de_site&cod_Post=86733&a=111

16 janeiro 2008

O que é isso?

As capas de LPs compõem um campo magnífico de análise e observação. Existe cada coisa que custa-se a acreditar que seja verdade. Veja a imagem acima de um LP de Duduca e Dalvan. Não é o máximo?


15 janeiro 2008

Situações 2

A bela menina de 17 anos balançava os corações da rapaziada na escola. Com sua pele muito lisa, alva, seu cabelo preto comprido, seu sorriso tímido de dentes bem brancos, seu corpo se desenvolvendo em curvas sedutoras. Não dava bola para os meninos de sua idade.

Casou cedo. Um cara bonito e rico. Não muito simpático e bastante antisocial. Sumiram!

O tempo passou. A beleza diminuiu, os problemas chegaram, a depressão atacou. Os remédios a fizeram engordar. A luminosidade de seu rosto se apagou. Hoje ela é apenas uma sombra da linda menina de outrora.

Algumas coisas mudam. Outras não. O marido estranho continua ao lado dela. Firme, atento. Amando aquela mulher que não era apenas bela....

14 janeiro 2008

Tim Maia e John Lennon

Terminei de ler a biografia de Tim Maia. Sabia que ele era doidão, mas não imaginava quanto. Fiquei até surpreso. Seus 'triatlons' (como ele chamava a combinação de cocaína, maconha e uísque) eram quase diários.

Outro ponto que me chamou a atenção foi seu envolvimento com o Racional Superior, uma seita ou sei-lá-o-quê a qual ele se dedicou durante cerca de um ano. Vejam esse trecho extraído do relato de Nelson Motta:

"Passou a tratar repórteres de magnéticos, mas não deixou de dar entrevistas. Ficou furioso quando uma garota lhe perguntou se Racional era alguma coisa parecida com a Sociedade Alternativa de Raul Seixas e Paulo Coelho:

'Você está maluca, sua magnética? John Lennon é uma besta e Raul Seixas uma cópia xerox da burrice. Eles são dois quadrúpedes que só querem justificativa para curtir suas loucuras. É vigarice das brabas! E se alguém voltar a falar nisso, a gente encerra o papo já!'

Anunciou que mandaria livros para James Brown e Curtis Mayfield:

'Em português mesmo. O Racional Superior se encarregará de fazer com que eles entendam.'

Nem sempre. Tim acabou mandando também LP e livro para John Lennon, mas recebeu como resposta uma foto do ex-beatle inteiramente nu, com um bilhete:

'Dear freak,
I don't understand portuguese. What abou LISTEN to this photo?
John Lennon.'

Tim ficou puto. Disse no jornal que o Racional Superior tinha dado só mais nove anos de vida a Lennon, que estava marcado para morrer em 1984, só esqueceu de avisar a Mark Chapman."

13 janeiro 2008

Boa sorte

Boa sorte ao casal de amigos que começa 2008 cheio de planos e se entregando a uma nova empreitada. As previsões são de que esse será um ano bom para os negócios e tenho certeza de que com a vontade e a inteligência de ambos, vocês prosperarão.

02 janeiro 2008

Folga de começo de ano

Viajo amanhã com a Adriana e o Marcelo. Volto apenas dia 13 para Poços. Não atualizarei o blog nesse período. Tentarei desligar-me um pouco do mundo. Sei que é difícil. Hoje em dia, existe tanta oferta de informação que parece obrigatório ficar sabendo de tudo na hora, no instante em que acontecem os fatos. E não é bem assim. Há de se saber desligar um pouco desse bombardeio de notícias...
Tem um frase do Woody Allen que gosto muito: "O computador veio trazer a solução para problemas que eu não sabia que tinha'.
Um bom começo de ano a todos.

31 dezembro 2007

A 2008


Acabou 2007. Foi um bom ano. Mais calmo em São Paulo. Marcelo e Adriana com saúde. Tudo tranqüilo com nossas vidas. Só isso já é suficiente para considerar 2007 um bom ano.
Desejo para todos, o que desejo para mim: saúde e sossego. Espero que possamos conviver mais com nossas famílias e amigos. Sempre bem!!! Sei que haverão percalços, momentos de intranqüilidade, fraqueza, desânimo. Mas, tenhamos sempre em mente que tudo há de passar. Com paciência, raciocínio e equilíbrio, os obstáculos serão removidos sim...
Vamos lá!!!

29 dezembro 2007

Tim Maia

A patroa Adriana e a irmã Paula estiveram no Rio de Janeiro no começo de dezembro. Numa andança pelo Leblon pararam na Livraria Argumento onde coincidentemente acontecia uma tarde de autógrafos de Nelson Motta. Ele está lançando uma biografia de Tim Maia, chamada 'Vale Tudo'.

A Adriana comprou um livro pra mim e pediu para ele autografar: "Para Adriano, com abraços musicais, Nelson Motta". Considero Tim Maia um caso raro na música brasileira. Tem uma voz poderosa, consegue cantar músicas extremamente românticas, fazer improvisos e cair na 'suingueira rasgada'. Ele tem muitas músicas boas. Daquelas que a gente gostava, mesmo sem saber que era dele...

28 dezembro 2007

Carros de som

Prática proibida em boa parte do país (não tenho números), os carros de som são uma coisa sem explicação. É uma propaganda abusiva, que o público é obrigado a escutar, sem ter a opção de não fazê-lo.

Se não quero ver uma propaganda de revista, viro a página.

Se não quero escutar uma propaganda de rádio, mudo de estação.

Se não quero assistir uma propaganda de TV, troco de canal.

Se não quero olhar para uma propaganda de outdoor, viro o rosto.

Mas, as propagandas de carro de som são impositivas. Não há como fugir delas. Altas, de baixa qualidade, chatas, irritantes. Chegam aos nossos ouvidos sem termos como evitá-las. E esses carros ainda andam bem devagar pelas ruas. Especialmente, na época de Natal, atrapalha sobremaneira o trânsito. Tumultuando ainda mais o centro da cidade.

Entendo o lado das pessoas que ganham dinheiro com esse serviço, mas elas podem usar seu esforço de outra maneira. Essa nã dá.

27 dezembro 2007

Mico...

Os micos do ano são muitos, mas um deles, para mim, foi especialmente engraçado.

O presidente da Odepa, na cerimônia de abertura do Pan do Rio começa seu discurso com a palavra "Hoy" (hoje, em espanhol) e a multidão responde: ooooooooooooiiiiiiiiiiii. Isso duas vezes seguidas. Quem não viu, veja (retirado do Kibe Loco):

http://br.youtube.com/watch?v=osrbIdt6G7E

26 dezembro 2007

E o show?

Domingo passado, passou uma matéria no Fantástico sobre o último show da dupla Sandy & Júnior. Não vou entrar no mérito musical de ambos, o que me chamou a atenção na reportagem foi uma cena do último show. A filmagem pega uma imagem do palco, alcançando boa parte do público que estava de pé próximo ao palco. O que se vê são centenas de braços erguidos empunhando câmeras digitais, filmando a apresentação.
Já toquei nesse assunto aqui. Acho até que registrar um ou outro momento de um show ainda vai, mas tem gente que paga o ingresso e assiste a apresentação pelo monitor da câmera, enquanto registra cada segundo do espetáculo. Pra mim, é incompreensível e incoerente. Provavelmente, chega em casa e passa na televisão para assistir o show tranquilamente, sendo que esteve pessoalmente no local e passou o tempo todo filmando.
Quando vou a um show, o que mais me atrai é poder sentir o clima que 'rola' entre músicos e platéia, perceber detalhes da apresentação, isso não se capta com imagens... Mas, respeito as pessoas que pensam diferente...

24 dezembro 2007

Feliz Natal!!!

Uma montagem bacaninha como mensagem de Natal:
http://www.elfyourself.com/?id=1648844007
Que possamos renovar sempre. Perdoar e compreender.
Fazer nossa parte para tornar o mundo melhor.

19 dezembro 2007

Situações

O tiozão estaciona seu carrão em frente ao barzinho movimentado. Jovens circulam e outros bebem seu chope sentados. Ele encara a mocinha bonita, respira fundo e chega na mesa dela:

— Oi, posso sentar pra gente bater um papo?

Ela assustou um pouco, olhou para as amigas. Até que o coroa era boa pinta.

— Hummmm... pode, senta aí.

Ele anima.

— Muito prazer, eu sou o Marco Aurélio.

E estende a mão. Ela aperta a mão dele.

— Oi. Meu nome é Eneida.

Ele arregala os olhos.

— Que nome diferente. Uma moça tão nova com o nome de um personagem tão famoso.

Agora é a vez dela arregalar os olhos.

— Ah é? Personagem de que filme?

— Não é de filme. Eneida é o nome de um poema clássico de Virgílio.

Ela arregalou mais ainda os olhos.

— De quem?

— Sua mãe e seu pai devem ter escolhido esse nome por causa dessa obra. É um clássico. Só pode ter sido.

Ela balança a cabeça negativamente.

— Minha mãe diz que tinha uma costureira vizinha dela que tinha esse nome. Ela gostou e resolveu me batizar assim.

Ele achou melhor ir embora...

18 dezembro 2007

Expectativas

Por mais que eu me previna, não adianta. Crio expectativas e acabo me decepcionando, em algumas situações. A expectativa pode arruinar um programa, uma ocasião. Tem um ditado que diz: "o melhor da festa é esperar por ela". Interpreto como se o fato de você se preparar, ajudar a organizar, planejar é mais gostoso do que o momento da festa em si. Isto é, em geral, a festa não corresponde à expectativa que se tem dela.
Ontem, fui cheio de expectativa ver um coral italiano, da Sardenha, que se apresentaria na Basílica de Poços. Fui cheio de vontade de ver canções tradicionais natalinas, obras clássicas, em interpretação de pessoas que vivem onde o Natal também tem profundo significado religioso e histórico.
Se eu não tivesse tão cheio de expectativas, talvez pudesse até ter gostado. Mas, na hora que começou um rock progressivo, meio Rick Wakeman, com cerca de 30 vozes apenas fazendo um fundo, a decepção foi total... grande mesmo. Na terceira música, fiz feio: fui embora! Não era aquilo que eu queria ver.
Costumo não recomendar muito filmes, discos, livros, etc. justamente para não criar essas expectativas nas pessoas. Posso ter adorado alguma coisa que outra pessoa apenas goste. O impacto de alguma obra em mim pode ser diferente do efeito em outra pessoa. Tenho muito cuidado nessas recomendações.

13 dezembro 2007

Bom programa

Tem um programa da Globo News que assisto esporadicamente, mas que me agrada muito toda vez que o vejo. É o Mundo S.A., apresentado pelo jornalista Rodrigo Alvarez. Nesse link tem os horários e mais algumas informações:
http://globonews.globo.com/Jornalismo/Gnews/0,,7496,00.html
Segunda passada vi uma matéria nesse programa muito bacana. Sobre um site francês que aluga bolsas de griffe. Por módicos 60 euros, a cliente pode desfilar por uma semana com uma bolsa que custa 1.500 euros. Prada, Hermès, Louis Vuitton, Gucci, entre outras, estão entre as marcas oferecidas pelo site. Os preços variam conforme o valor da bolsa, que pode chegar a 6.000 euros no caso de lançamentos.
Segundo o gerente do site, que acaba de montar um showroom para que as clientes possam 'testar' as bolsas antes de alugar, a idéia é atender desde quem não tem dinheiro para comprar uma bolsa cara até a dondoca que apenas quer experimentar a bolsa por um tempo antes de ir à loja para adquiri-la.
Achei a idéia muito boa, pois tem muita mulher que não pode ver uma bolsa que já quer comprar. E, muitas vezes, não pode comprar por causa do preço. Com esse serviço, pelo preço de uma bolsa comum, ela pode desfilar com uma bolsa de griffe diferente por semana. Isso lá na França. Aqui tenho minhas dúvidas que uma idéia dessas vingue.
O endereço é http://www.feelchic.fr/.

11 dezembro 2007

Voltar ou não voltar para o Brasil?

Há anos que acompanho de longe os fatos e acontecimentos dos imigrantes brasileiros no exterior, especialmente nos Estados Unidos. A imprensa agora tem noticiado que muitos brasileiros têm feito o caminho de volta. O motivo alegado é a baixa cotação do dólar perante o real e as dificuldades encontradas para se arranjar alguns documentos importantes para quem mora lá, como carteira de motorista e o social security.

É uma questão muito individual. Há brasileiros que estão lá legalmente, têm o green card (ainda cobiçadíssimo) e já se estabeleceram. Seus filhos estudam e suas famílias já se adaptaram à vida dos norte-americanos. Conseguem guardar um bom tanto de dinheiro e ainda enviam alguns dólares para o Brasil para ajudar seus pais ou investir em algum negócio por aqui. Muitos ainda sentem falta do Brasil, dos amigos, familiares e de outras coisas que somente se encontra na terra onde se nasce. Para esses, a crise do dólar não pode afetar, já que se voltarem para cá, muito provavelmente, não conseguirão ter o mesmo padrão de vida que mantêm lá.

Mas, há os que vivem na incerteza da ilegalidade. Morando em casas divididas com outros brasileiros. Trabalhando em subempregos, por mais de 10 horas por dia, fugindo de fiscalizações, sem documentos, enfrentando o preconceito e sentindo a falta da família. Creio que esses têm que analisar com muito cuidado, se todo esse esforço está valendo a pena. Com um desgaste menor, o padrão de vida poderia ser mantido aqui no Brasil, dependendo da cabeça de cada um.

O Brasil não está nenhuma maravilha, mas a economia deu uma melhorada nos últimos tempos. Há mais segurança (ou seria menos insegurança?).Outro dia, encontrei um garçom de Poços que trabalha em São Paulo há mais de 10 anos. Atende dois restaurantes por dia, seis dias por semana, já tem duas casas em Poços e está reformando uma terceira para alugar como ponto de comércio. Ele mora no Brasil, fala português e está há 3 horas de sua terra natal. É uma boa opção. Em alguns casos, para aqueles que realmente querem 'agarrar firme', a saída está mais próxima do que se imagina.

10 dezembro 2007

Sem Destino

Qual jovem da minha geração não sonhou em montar numa moto e sair estrada afora? Acho que esse desejo foi herdado da geração anterior que viveu todo o surgimento da contra-cultura e da revolução hippie. Tudo sintetizado no filme "Sem Destino" (Easy Rider), com Peter Fonda e Dennis Hopper. Eles montavam em suas choppers e saíam pelas estradas dos EUA, em aventuras e situações que marcaram toda a juventude da época.
E é fato, hoje em dia, a venda de motos classic e vintage no Brasil, de marcas como Honda e Harley Davidson é incrível. O que se vê de 'tiozões' pilotando essas máquinas pelas ruas e, especialmente, estradas de São Paulo é de chamar a atenção.

Na vinda para Poços, sábado passado, cruzamos com um comboio de mais de 100 motos, na rodovia dos Bandeirantes. Coisa linda. Todos em 2 fileiras de motos, a velocidade constante, em ritmo cadenciado. Paramos no Serra Azul e logo em seguida, eles chegaram. Foi uma festa. O Dudu Navarro tava lá no posto esperando para se juntar ao comboio. Ele me contou que iam todos até Joaquim Egídio para almoçar.

A grande maior parte era de Harleys mesmo. E de "tiozões" mesmo! E, dentro de mim, bateu o espírito easy rider. Deu vontade de largar tudo e sair pelo mundo afora.... No mais puro estilo "Born to be Wild".

Mas, passou rapidinho a vontade. Hoje em dia, caio na real com mais facilidade...

08 dezembro 2007

Poços de novo...

A partir de hoje, estaremos em Poços. Voltarei a escrever agora da cidade mais bela do sul de Minas, a cidade das Rosas.... Serão quase 2 meses por lá. Dá pra matar bem as saudades...

07 dezembro 2007

TV Digital

Ainda não cheguei a uma conclusão quanto a necessidade de aderir à TV digital. Por enquanto, estou só lendo aqui e ali sobre os recursos, vantagens e investimentos. Reproduzo abaixo trecho da coluna da Bárbara Gancia, na Folha de São Paulo de hoje, achei um interessante ponto de vista:

"O tópico de que vamos tratar aqui hoje é dos mais instigantes, mas poucos estão percebendo sua abrangência. Refiro-me à chegada da HDTV, a televisão digital em alta definição. Não sei não, mas não vejo o consumidor tapuia desembolsando R$ 800 por um aparelhinho que irá apenas melhorar a qualidade da imagem. Por que ele faria isso, se as telas planas em LCD ou plasma já oferecem ótima definição?

Ocorre que a TV digital é bem mais do que melhora na imagem. Veja só: no futuro próximo, o telespectador que estiver assistindo, digamos, ao seriado "24 Horas", poderá dar um zoom na camisa de Jack Bauer e, com um clique do botão do controle-remoto, descobrir que o artigo em questão é vendido pela Gap, custa x dólares e pode ser encontrado nas cores e tamanhos x, y ou z. Com mais um clique, o telespectador poderá colocar a camisa que o personagem de Kiefer Sutherland está vestindo em um carrinho de supermercado, como já faz em qualquer site de compras. E, como em qualquer Amazon da vida, o sistema traçará um perfil do consumidor baseado no seu histórico de compras. Você já adquiriu o DVD de tal filme, a roupa de tal loja e o CD daquele artista? Então irá gostar também deste ou daquele produto.

Trata-se de uma nova fronteira para a publicidade, em que filmes de alcance mundial, como a propaganda da Pepsi com David Beckham ou os anúncios de André Agassi para a Kia, perderão espaço para um marketing mais direcionado. E, como será o telespectador quem irá decidir a que horas e de que forma pretende assistir à programação oferecida, os intervalos comerciais terão de ser repensados e a publicidade, quem sabe, inserida diretamente na programação por meio de merchandising. É o mundo mezzo "Minority Report", mezzo Polishop batendo à porta. Não sei bem como será, mas quero estar preparada."

06 dezembro 2007

Segurança

Tocado pelo comentário do amigo Edson, abro um parêntese para comentar o assalto ao MacDonalds de Poços, na última segunda-feira. É incrível o que um grupo de jovens (me parece que o mais velho tinha 19 anos), com armas na mão, sob efeito de narcóticos, é capaz de fazer. A cidade virou um pandemônio. Muitas lojas e bancos não puderam abrir. Comerciantes e funcionários não puderam trabalhar. Policiais de Belo Horizonte tiveram que ser deslocados para negociarem com a molecada a libertação dos reféns. Alterou a rotina da cidade inteira. Virou uma verdadeira atração. Gente dos bairros mais distantes afluiu para o centro, só para poder ver tudo de mais perto. E olha que as TVs de Poços transmitiram ao vivo. Eu mesmo acompanhei boa parte da operação pela internet.
Nas poucas vezes que saio à noite em Poços, não me sinto seguro em circular pelas ruas do centro da cidade. Especialmente, pela presença de dezenas de 'manos' tomando seus tubões e circulando livremente. E não se vê a presença de policiais.
E não precisa ser de noite. No feriado mesmo, havia um grupo fumando seu 'baseado' sossegadamente na fonte da praça atrás do Pálace. Ao lado de casais de namorados, crianças andando de bicicleta, famílias passeando, idoso lendo seus livros....
Mesmo, na Assis, durante o dia, vê-se muito poucos policiais. Tem um ônibus horroroso da PM que fica estacionado em frente ao Unibanco.... e olha lá!

05 dezembro 2007

Um jab e um direto

Ontem, duas notícias em seguida me fizeram ir à nocaute. Primeiro, levei um jab, me deixou tonto e cambaleante. Alunos de 15 anos de 57 países foram avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil ficou nos últimos lugares nas 3 matérias analisadas: em Matemática, ficou em 54º, à frente apenas do Quirziquistão, do Catar e da Tunísia!!!! Em Ciências, ficamos em 52º e e, Leitura em 49º!!!! Nossos alunos não conseguem interpretar o que lêem!!!
E o direto foi a não-cassação do mandato do senador Renan Calheiros. Fui à lona... Ele renunciou à presidência da casa, mas seu comparsas não o cassaram!!! Um acordo imenso entre políticos, líderes e partidos para a aprovação da CPMF. Uma decisão tomada não no plano das idéias e convicções, mas na troca de favores e benesses. Protegidos pelo anonimato do voto secreto, não podemos nem saber quem foi a favor e quem votou contra. Uma vergonha para essa classe já tão malvista em nosso país. E na maior cara de cínico, o sr. Calheiros disse que sai de 'alma lavada'. Rindo de nossa cara.
Na minha opinião, mudar esse quadro passa necessariamente pela educação de nossos jovens. Em alguns anos, poderíamos ter uma geração que pensa e age com civilidade e pensando no coletivo. Mas, a julgar pelos resultados da avaliação do OCDE, esse dia ainda vai demorar e muito.
Outro dia me disseram que a capital do Brasil deveria ser mais próxima ao Rio ou a São Paulo. Até faz sentido. Ficaria mais fácil de mostrarmos nossa indignação. De cobrarmos os deputados, senadores e ministros. Quando se fala em Brasília por aqui, parece que é em outro país. É fora de mão... Diante da passividade de nosso povo (eu incluído!), até não sei se adiantaria muito. Somos muito indolentes e pacíficos. Não é possível que vamos continuar aceitando essa degradação sem fazer nada.

03 dezembro 2007

Solidariedade

Envio meus votos de solidariedade aos meus muitos amigos corintianos. Meu Palmeiras já passou uma temporada na segundona e sei que não é fácil. Em breve, voltaremos a disputar emocionantes clássicos na primeira. Passa depressa....

02 dezembro 2007

Atendimento

Comentário de um conhecido nosso, gerente de uma loja de artigos esportivos em São Paulo, a respeito do comércio nos shoppings da capital paulista:
"O público consumidor paulista não se importa tanto com o preço, eles querem serviço. Se o atendimento for bom, eles pagam o que você pedir."
É pra se pensar.... Tenho reparado mesmo como o atendimento aqui, em geral, tem sido bem feito. Eles estão dando muita atenção no tratamento dos clientes. Seja em lojas, farmácias, restaurantes, supermercados ou bancos.

30 novembro 2007

Cambistas

A pedido do sobrinho Gabriel, fui ontem ao Parque Antárctica ver se conseguia comprar entradas para o jogo de domingo contra o Atlético Mineiro. Ele e mais 2 amigos estão loucos para ver esse decisivo embate. A esperança era de que haveria ingressos de numerada, já que as arquibancadas estavam esgotadas desde quarta. Nada. Nem numeradas cobertas nem descobertas.

Solução? Cambistas!!! Acabei pagando uma nota preta por 3 ingressos de arquibancada que provavelmente ele conseguiu de graça, já que esses assentos estavam sendo trocados por embalagens de uma bolacha da Nestlé, por conta de uma promoção.

São dezenas de cambistas, explorando a vontade esmeraldina de assistir um jogo importante, que pode levar o Palmeiras a disputar a Libertadores do ano que vem. Uma corja organizada que vive disso, às claras, nas barbas das autoridades civis e militares. Não dá pra entender. Os bares ao redor do estádio ficam cheios de homens maduros, fortes, tomando cerveja e esperando pelo próximo trouxa.

E além de pagar os olhos da cara, corre-se o risco de comprar um ingresso falsificado. Eu nunca havia comprado de cambista. E me senti mal, conivente com uma situação absurda. O que fazer? Você quer ver o jogo, não tem mais ingressos, o cambista tem pra vender... Estamos na mão deles. Eventos com lotação esgotada é certeza de lucro alto para esses negociantes.

29 novembro 2007

Desperdício

Penso que se cada um de nós controlasse o seu desperdício já estaríamos dando uma boa ajuda ao planeta. Não é uma tarefa simples e nem tão difícil também. Requer mudança de hábitos. Primeiro de tudo é livrar nossa mente do pensamento que diz que é sempre bom ter tudo sobrando, tudo em demasia, em excesso. Não sou a favor de se comportar como miserável, mas também não precisa ser esbanjador. Equilíbrio. Essa é a palavra.

Essa semana estava lendo uma reportagem que diz que gastamos o dobro da água necessária para um banho eficiente. Não custa desligar a água do chuveiro para se ensaboar e a da pia enquanto se escova os dentes.

As sacolas plásticas podem ser evitadas em algumas situações também. Ontem mesmo, comprei uma pomada na farmácia e saí com o produto dentro de uma sacola plástica. Não precisava. Preciso me acostumar a recusar.

Sou a favor de luz acesa somente se alguém está dentro do ambiente. Entrou acende, saiu apaga. Não precisa fazer as coisas no escuro, correndo o risco de dar uma topada em algum móvel. Mas, também não precisa acender todas as lâmpadas por onde se passa. Bom senso. É possível.

Continua....

28 novembro 2007

Greenpeace

O Greenpeace está promovendo uma campanha contra as queimadas na Amazônia. Eles pegaram um tronco enorme de uma árvore chamada Tauari, que foi queimada e estão expondo-o em algumas cidades brasileiras. Tiveram dificuldades para tirar o primeiro tronco escolhido, uma castanheira, de uma reserva no Pará. Os madeireiros não deixaram o Greenpeace sair com a árvore. Eles tiveram que pegar uma outra no Amazonas.

Tudo bem que essas promoções possam ajudar o órgão a conscientizar as pessoas e até arrecadar fundos para outras atividades, mas acho que o problema tem que ser combatido de uma forma mais ampla. Tem que pegar esses madeireiros e produtores de carvão e botar todo mundo na cadeia. Não adianta aplicar essas multas. Primeiro, que são baixas e segundo que eles não pagam mesmo. Enquanto não perseguir implacavelmente esses indivíduos, a floresta só vai diminuir. Não tem como controlar. O lugar é muito grande e a cobiça maior ainda. Os caras querem as árvores no chão. Na visão deles, ainda tem muita coisa para derrubar. Eles querem pasto!!!

Pra constar

Aquele show do Fábio Jr. é hoje. A Adriana desistiu de ir nesse. O compromisso continua assumido para uma próxima ocasião. Não sei quando, mas lá estarei, firme, ao lado de minha amada...

27 novembro 2007

"Thank you very dutch"

Confesso que fui ver a apresentação do guitarrista holandês Jan Akkerman meio desconfiado. Conheço pouco do trabalho solo dele, mas admiro demais o que ele fez com o Focus nos anos 70. E ainda iria se apresentar com um tecladista holandês chamado Mike Del Ferro e dois músicos brasileiros, Márcio Bahia na bateria e Ney Conceição no baixo. Completos desconhecidos para mim.

Foi só começar o show para qualquer desconfiança ir por água abaixo. Palco simples, sem nenhuma decoração. Pouco mais da metade das poltronas ocupadas. Mr. Akkerman meio coroão, 60 anos, mas enxuto. Ágil como sempre e melódico como nunca. Todo de preto, com um boné branco e um lenço estampado amarrado no pescoço. Um anel 'tremendão' no anular da mão direita completava o visual.

Começou num violão com cordas de aço, tocando algumas canções bem jazzísticas. Sempre bem-humorado, como quando agradeceu os aplausos com a frase que dá título a esse post. Comandava os outros músicos apenas com o olhar e pequenos gestos. Sempre no controle da situação. O restante da banda mostrou-se excelente. O pianista muito rápido e sem exageros. Os brasileiros formaram uma 'cozinha' de primeira.

Uma das supresas foi um dueto extremamente inusitado. Mike e Jan tocaram "Torna a Sorriento". Meu pai adorava essa canção. É uma antiga música napolitana. Foram ovacionados!?!?!?!

Eu nem esperava que ele tocasse algo do Focus, pois para mim ele tinha enveredado no jazz e tinha até apagado esse passado de sua carreira. Nas últimas 4 músicas ele pega uma guitarra surrada, como o violão, e dispara algumas músicas com um pouco de peso... Na última, encaixou um trecho de "Hocus Pocus". Já me dei por feliz. Só pelo o que show tinha sido até então já tinha valido muito a pena.

Mas, o bis começou com "Sylvia" no violão: confesso que dei uma engasgada... Adoro a música e essa versão meio acústica ficou linda demais. (http://youtube.com/watch?v=cH8lAl9pRe8)

E ele ainda disparou um "Hocus Pocus" bem pesadão. Certamente, que Thijs Van Leer faz falta a essa canção. Mas, o nosso baixista encaixou um "Mas que nada", de Jorge Ben, que ficou excelente. Muito bacana!!! A Adriana e o Marcelo também gostaram. Nunca pensei que algum dia faria um programa familiar ao som de Jan Akkerman. É... o mundo nos reserva surpresas.

26 novembro 2007

Auditório do Ibirapuera

Sábado à noite fui com a Adriana e o Marcelo assistir o show de Jan Akkerman, ex-guitarrista do Focus, no Auditório do Ibirapuera. O post sobre esse evento virá em breve. Hoje, quero falar sobre essa sala de concertos.
"A gente sente uma paz tão grande quando entra aqui, né?", essa frase foi dita pela Adriana, assim que chegamos ao local, situado dentro do Parque do Ibirapuera. Realmente, é uma construção grande, vermelha e branca, com uma belíssima escultura de Tomie Ohtake que vai das paredes ao teto e uma rampa que leva à sala de espetáculos, que trazem mesmo uma sensação de isolamento, de tranqüilidade.

O projeto é de Oscar Niemeyer, dos anos 50. Mas, foi inaugurado apenas em outubro de 2005, graças à iniciativa da Tim, que construiu e entregou à Prefeitura paulistana. E o melhor é que é um local usado para música de qualidade (pelo menos para o meu gosto...). Sempre a preços módicos. Sem exploração.

O auditório também é bem simples e confortável, com capacidade para 800 pessoas. De todos os lugares vê-se e escuta-se bem os artistas. Eu ainda não vi, mas no fundo do palco tem uma porta de 20 metros que se abre e permite que o show seja visto pelo público da área externa, que fica espalhado num gramadão.

24 novembro 2007

Sucessão Familiar

Estive com Paula, irmã, e Rubens, sobrinho, em uma palestra cujo tema era "Sucessão Familiar". O evento foi no auditório da Abigraf na última quinta-feira. Tema interessante e essencial, especialmente para quem tem empresas em que a família está envolvida de alguma forma.
O palestrante, Domingos Ricca, tem uma empresa de consultoria e conta histórias interessantes e curiosas sobre administrações que envolvem pais, filhos, noras, genros, sócios, esposas de sócios e funcionários sempre envolvidos em situações que a gente já viveu ou sabe de alguém que já passou por algumas delas.
O tema tem sido amplamente debatido e pesquisado por empresas e publicações e está sendo estudado em profundidade. O que acaba sendo muito bom.
Uma máxima que ele recordou na palestra:

"Pai rico
Filho nobre
Neto pobre"

Reflitamos.

21 novembro 2007

Auguri Cibioliva

No sábado passado, tivemos a honra de sermos convidados para a primeira degustação do azeite Cibioliva, importado pelo Gabriel Bertozzi, meu cunhado. Foi uma cerimônia familiar e doméstica na casa da dona Ieda, mãe dele.

O azeite é uma delícia.

Ele trouxe um pequeno carregamento da Úmbria, região do centro da Itália, com um dos melhores azeites do mundo, segundo os especialistas. É bom lembrar que 100% do azeite consumido no Brasil é importado. Nem sempre puro e nem sempre de boa qualidade.

O Cibioliva é parte de um plano abrangente que pretende criar um pólo de produção de oliva na região de Poços de Caldas. O clima e o solo são altamente propícios para o desenvolvimento de oliveiras. E existe a possibilidade de uma empresa da Úmbria instalar-se na região para a produção do primeiro azeite nacional.

Gabriel tem se empenhado muito nesse projeto e sua confiança é contagiante. Por acreditar piamente nessa idéia, tem influenciado outros agricultores, produtores rurais, agrônomos e leigos (inclusive eu) e a possibilidade de tudo se concretizar é grande. E já está começando...

20 novembro 2007

Vingança???

A Adriana foi comigo assistir o show da Yoko. Ontem, ela descobriu que ainda este mês vai ter show do Fábio Jr. aqui em São Paulo. E quer porque quer ver...
Vou ter que levá-la... Ela merece!!!!
Mas, será uma tarefa hercúlea...

18 novembro 2007

Paciência

Atribuído a Arnaldo Jabor, mas tenho cá minhas dúvidas:

PACIÊNCIA
(Arnaldo Jabor)

"Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que parece uma 'lady' solta palavrões e berros que lembram as antigas 'trabalhadoras do cais'... E o bem comportado executivo? O 'cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem' no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma 'mala sem alça'. Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é 'ansioso demais' onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...
NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA..."

15 novembro 2007

Seu Martinho

Não é fácil falar nessas horas em que nos falta o chão. Seu Martinho ajudou-nos a criar o que o Encontro é hoje: uma reunião de amigos. Ele entrou tanto no espírito de família que nós exaltamos, que trazia a própria família para participar. Ria e chorava com a mesma facilidade, demontrando uma sensibilidade ímpar para versos e músicas. Com sua voz potente, enchia sempre as reuniões improvisadas de canções belíssimas e nos fazia rir com suas trovas declamadas com entonação perfeita. Misturava conhecimento e inteligência e exalava sabedoria. Nem as fortes dores que o atormentaram nesse último Encontro tiravam seu bom humor contagiante. Um símbolo!

Aproveito para publicar os versos de Maiakóvski que seu Martinho, junto com os outros participantes do Encontro, resolveu no concurso individual deste ano:

"Até logo, até logo, companheiro,
Guardo-te no meu peito e te asseguro:
O nosso afastamento passageiro
É sinal de um encontro no futuro."

14 novembro 2007

Tá demais

Eu já não aceitava direito a idéia de nossas festas de peão estarem virando festas country. Não gosto de rodeios, mas achava bacana o encontro da peãozada para curtir um som sertanejo de raiz, fazer cavalhadas, romarias, etc... Agora, a coisa ficou totalmente americanizada. Na pior forma. Danças coreografadas ao som de country music, chapelões, cintos com fivelas enormes, botas cowboy, entre outras coisas. Perdeu-se a origem? Não sei. Não freqüento, mas me parece que sim.

E o tal Halloween? Mais uma moda yankee que veio para ficar? Espero que não, mas pelo andar da carruagem, vai ser difícil tirar esse hábito das crianças de hoje em dia. Outro dia, tocou a campainha aqui de casa e três crianças fantasiadas pediam "doces ou travessuras"... Fala sério?

A proximidade do Natal traz outra moda já arraigada em nosso calendário: o Natal com neve... Até isso importamos. Nem música de Natal temos direito. Vira-e-mexe me pego assoviando "I wish you a merry Christmas".

Será que vamos conseguir criar uma tradição brasileira nessas comemorações? Ressuscitar a verdadeira festa do peão, ou um dia das Bruxas com curupiras, sacis e mulas-sem-cabeça, ou um Papai Noel mais tropical. Não acho que seja possível tão cedo.

Mas, aí você me pergunta:
— E você Adriano? Reclama tanto do imperialismo norte-americano e continua ouvindo seu bom e velho rock'n'roll? Você também não é um colonizado?

— Oh yes!!!

Falar o quê???

13 novembro 2007

Mais um pouco da Yoko

Yoko na abertura da exposição (Foto do Júlio)

No sábado passado fui com o Marcelo ver a exposição dos trabalhos da Yoko Ono no Centro Cultural Banco do Brasil. O lugar é muito bonito, como aliás o centro de São Paulo todo está ficando. A Adriana já se deu por satisfeita com o show da quinta passada. Preferiu ir a um shopping. Eu a compreendo...
A exposição me surpreendeu. É bem interessante. Alguns trabalhos significativos e atraentes. Yoko, como artista plástica, tem sua fama, seu espaço nesse meio. E, de fato, é um trabalho abrangente, usando esculturas, desenhos, pinturas, filmes, entre outros materiais. Os filmes são passados dentro de um antigo cofre do banco. Um atrativo a mais.

Uma obra que me marcou foi a famosa escada com a lupa (Ceiling Painting), que foi a criação que fez John Lennon conhecer a artista japonesa. Nesse tablado suspenso está escrita a palavra "yes", bem pequenininho....

Meus amigos Júlio e Beto foram à abertura da exposição e estiveram com Yoko pessoalmente. Simpática e surpresa com o assédio, ela riu bastante e deu autógrafos. Perdi essa!!!

12 novembro 2007

Confesso que neguei

Tudo pronto para a corrida da Nike: inscrição feita há dois meses, carboidratos na bolsa, kit retirado, camiseta, calção e tênis separados. Despertador programado para 5:50h. Assim que ele soou, como num sonho, ouvi trovões e uma forte chuva assolou São Paulo. Ainda me levantei, esperei um pouco... A chuva não melhorava. Desisti. Deitei e dormi de novo. Gostoso...

Eu já não tava muito preparado fisicamente. Levantei definitivamente por volta das 10 horas, coloquei a camiseta da corrida, fiz com a Adriana os serviços domésticos dominicais e saímos para almoçar com o Luciano, que chegara há pouco de Poços. Cedemos ao irresistível convite de acompanhá-lo a uma churrascaria. E recuperar as calorias que não havia queimado na corrida...

Ainda com a camiseta que deveria ter usado na corrida, consolo-me com um chopinho.

10 novembro 2007

Uma Noite com Yoko Ono 2

Acho que preciso evoluir muito pra entender certas manifestações artísticas. No ano passado estive na Bienal de Artes de São Paulo e saí sem entender muita coisa. Ontem, na apresentação da Yoko, foi mais ou menos a mesma coisa.
Postal distribuído na entrada
junto com uma lanterna.

Havia um certo constrangimento no ar. Tinha hora que eu achava que os músicos iam cair na risada. Ouvia-se aqui e ali alguns risos contidos. Eu mesmo tive um acesso de riso junto com a Adriana que não deu pra controlar. É muito estranho ver uma senhora de 74 anos, enfiada dentro de um saco transparente, gemendo, grunhindo e urrando no microfone, enquanto o telão mostra o close de dois peitos cobertos por um sutiã e duas mãos tentando abri-lo.... Confesso que chorei de rir... Sem contar a dança com a cadeira e a entrada no palco com um saco na cabeça!
Uma atração à parte foi o público. Logo na entrada podia-se ver personagens da fauna paulistana das artes plásticas. Gente vestida de forma diferente, tecidos e estampas não usuais, com muita cor, cabelos fora do padrão.... Supla, César Giobbi, Otávio Müller, Teresa Collor de Melo circulavam por lá... E não tinha muita gente. Calculo que umas 500 pessoas no máximo. Eu e a Adriana que destoávamos. Eu tava me sentindo super-careta... hehehe.
Fotos dos 'chiques e famosos' do evento podem ser vistas aqui: http://glamurama.ig.com.br/galerias/026501-027000/26996/26996.html
Mas, acabei gostando do programa. Um teatro belíssimo, uma apresentação diferente, um público descolado e meu fígado desopilado.

Nesse link pode-se ler o comentário do Estadão sobre o show: http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art78131,0.htm .

Foto do palco minimalista. Ao fundo,
uma foto de Yoko quando menininha.

09 novembro 2007

Uma Noite com Yoko Ono

Decidi dividir a experiência de assistir a apresentação de Yoko Ono em dois posts. Hoje, farei um texto mais jornalístico, informativo. Amanhã, coloco minhas impressões pessoais.

"A artista plástica Yoko Ono, viúva do ex-beatle John Lennon, fez ontem no Teatro Municipal de São Paulo uma única apresentação em terras brasileiras. Acompanhada por cinco músicos brasileiros, quatro percussionistas (entre eles Osvaldinho da Cuíca) e um tecladista, Yoko cantou, dançou e declamou versos em meio a um cenário minimalista.

Na entrada, recebia-se um postal e uma lanterninha. Um enorme telão de fundo passava imagens e montagens, usando fotos e filmes de John Lennon, no meio do palco um tablado coberto por um tapete e bem na boca do palco um tabuleiro de xadrez iluminado e com todas as peças brancas.

Yoko entrou no palco vestida toda de branco e com um chapéu. Em seguida, passou a tirar toda roupa de cima, ficando apenas com uma camiseta e uma calça tipo pescador pretas. Com essa indumentária e seus óculos escuros, que não tirou em nenhum momento, ela começou a dançar com uma cadeira. A segunda performance começa com ela sendo trazida por um assistente até o microfone com a cabeça enfiada em um saco preto.

A apresentação durou apenas uma hora e alternou momentos mais líricos com alguns um pouco tristes. O ponto alto da noite certamente ficou para o final. Ela puxa um sambão com seus músicos, ensaia alguns passos, chuta as peças do xadrez, joga-as para o público e sai do palco com um ar feliz. Agradece muito aos músicos e se retira sem muito alarde, enquanto o público a saúda de pé."

08 novembro 2007

Tropa de Elite: minha visão

Assisti ontem ao "Tropa de Elite", em versão pirata (sacrilégio!!!). Gostei do filme. É perturbador, violento e chocante. Desperta um sentimento de revolta pelos desmandos da Polícia Militar, mas ao mesmo tempo parece que acende uma luz de esperança.

Algumas considerações:
1) O filme é um retrato realista e brutal de como funcionam as coisas no Rio de Janeiro. É um panorama localizado. Não é o reflexo do que ocorre no resto do país. Acho essencial levar esse fator em conta quando se for analisar o filme.

2) Wágner Moura é um ótimo ator. Representou muito bem o capitão Nascimento. Creio que entrou para o rol dos personagens clássicos nacionais.

3) Dá o que fazer pra gente se livrar daquele funk do começo do filme... Ficou martelando na minha cabeça por horas.

4) Acho que brasileiro aprendeu mesmo a fazer cinema-padrão-americano. O filme tem ritmo, cenas de ação bem feitas, som de primeira.

06 novembro 2007

Poesia

Mário Quintana é um poeta gaúcho, falecido em 1994, aos 85 anos. Ele tem uns versos muito bacanas. Sempre com uma abordagem simples de temas muito comuns a todos nós. Peguei dois trechos que vi por aí nos últimos dias.
"Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação."

"Essa vida é uma estranha hospedaria
De onde se parte quase sempre às tontas
Pois nunca as nossas malas estão prontas
E a nossa conta nunca está em dia."
(Mário Quintana)

Valores materiais

Estou cada vez mais querendo me desapegar dos valores materiais. Mas, tive uma recaída feia nesse feriado passado.

Minha coleção dos Beatles estava toda encaixotada desde que aluguei meu apartamento de Poços. Comecei a ficar preocupado com o estado de conservação dela e mandei fazer um móvel para guardá-la na casa da minha mãe.

Confesso que fiquei um tanto emocionado ao abrir as caixas e começar a arrumas os CDs, compactos, LPs, DVDs, Fitas VHS, livros, revistas, badulaques, etc. Afinal, são tantos anos juntando coisas. Parecia que cada item me trazia uma recordação diferente.

Acho coleções um negócio bacana. Qualquer que seja ela. Se for feita com paixão, entusiasmo, dedicação, qualquer uma fica rica.

Nesse mesmo dia aconteceu uma feliz coincidência, o sr. Carlos Rosa me presenteou com 2 DVDs norte-americanos de documentários dos Beatles que eu ainda não tinha.

E ainda está se aproximando o dia que vou assistir uma 'apresentação' de mrs. Lennon: YOKO ONO. Próxima quinta-feira. Teatro Municipal de São Paulo. Aguardem detalhes.

05 novembro 2007

Adesivo

Há tempos que vejo aqui por São Paulo um adesivo de lataria de automóveis com o escrito "Amo BH Radicalmente" e a figura de uma pessoa fazendo rapel. Pensei em fazer um na mesma linha homenageando Poços de Caldas.


Bolei mais ou menos o desenho que queria e passei pro Thiago Pagin criar o adesivo. O resultado é esse aí. Eu gostei. Se alguém quiser um, é só me avisar que mando pelo Correio. Temos na versão preta, para carros de pintura mais clara, e na versão branca, para carros de pintura mais escura.

02 novembro 2007

Alimentando cizânias

"Vamos fazer uma copa para argentino nenhum botar defeito". Com essa infeliz frase, nosso presidente da República, Luis Inácio, encerrou seu discurso no dia do anúncio oficial da FIFA, confirmando o Brasil como sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014. O evento se deu em Genebra, Suíça, diante dos mais importantes representantes do futebol mundial. Estavam lá Beckenbauer, Platini, Joseph Blatter, entre outros.
Nosso estadista mostrou-se apenas como um torcedor e não como o representante de uma nação que quer mudar sua imagem diante do mundo. A Copa é o maior evento esportivo da Terra. É impressionante seu alcance. E qual o sentido de provocar nossos vizinhos argentinos com uma frase tão sem sentido? Pelo contrário, penso até que ele poderia ter aproveitado a oportunidade para convocar a população argentina para participar também desse evento. Seria uma forma de unir nossos povos, já tão friamente separados pelo idioma.
Pessoalmente, sou a favor da realização da Copa no Brasil, mas acho que já começamos mal. Primeiro, com a caravana da alegria promovida pela CBF que levou mais de 10 governadores, entre outros convidados, para a Suíça. Depois, pela ausência de Pelé na cerimônia. E principalmente, pela descabida frase do nosso principal mandatário.
Alguns já manifestaram o temor do mal uso das verbas públicas que serão investidas na construção e reforma de estádios e implementação de sistemas de transporte e comunicação necessários para um evento desse porte.
Vamos acompanhar de perto o desenrolar dos fatos... Espero que possamos fazer uma festa de primeira.

31 outubro 2007

Vaidade

Recebi por e-mail. Não posso confirmar a autoria. Mas, o texto é bem bacana:

"Cirurgia de lipoaspiração? Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?

Uma coisa é saúde, outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.

Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da p* bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.

Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...

Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos... não é natural. Não é, não pode ser! Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.''

Herbert Vianna

30 outubro 2007

Blues Brasileiro

Ainda meio de ressaca do Encontro, voltamos a Sampa já com os ingressos para o show de Djavan comprados. Desejo antigo de minha amada companheira. Há anos que ela tem vontade de ver o alagoano ao vivo e nunca calhou de conseguirmos ir.
Sempre achei o Djavan meio tristonho, melancólico. Meio blues, com sotaque brasileiro. Pensei que o show dele fosse meio "banquinho e violão". Ledo engano. Apoiado por uma banda correta, com um sempre fabuloso trio de metais (sax, trompete e trombone) e com dois filhos segurando as baquetas e a guitarra solo, João e Max Viana, Djavan fez uma festa bem dançante no Citibank Hall. Mesclou sucessos com músicas de seu último lançamento "Matizes".
Para minha surpresa, ele dança, rodopia, requebra e canta muito. Voz potente e afinada, sem escorregões. Fiquei bem impressionado. Domina bem o palco e se comunica perfeitamente com o público.

Foto tirada pelo celular num dos poucos
momentos em que ele toca (bem!) violão.

Nota: fiquei assustado com o número de máquinas digitais e celulares, filmando e fotografando o show. Tem gente que viu o show pelo monitorzinho da máquina. Paga o ingresso e assiste pela telinha em vez de sentir o clima do show ao vivo. Centenas delas!!! Eu não entendo... Mas, respeito. Deve ter sua graça...
Gostei do show e a Adriana e a Ana Lucas adoraram. Dançaram e cantaram até enjoar. Ainda bem!!

Nós 3 num lugar privilegiado

29 outubro 2007

Acabou...

Acabou sábado à noite o nosso Encontro. Como todo ano, ao final eu estava um bagaço. Mas, aliviado. Afinal, correu tudo bem. Creio que os participantes ficaram satisfeitos com a programação, concursos e apresentações. É muita tensão. Medo de que algo saia errado. Muita responsabilidade. Cuidar de gente do país inteiro, com hábitos e costumes diferentes. E ainda ser o encarregado de dar entrevistas para rádios e TVs. Não adianta, fico nervoso mesmo. Mas, enfrento... As palavras saem meio engasgadas, mas acho que me faço entender (foto ao lado).
Ano que vem, chegamos a Gramado, no Rio Grande do Sul!!!

25 outubro 2007

A todo vapor

Tivemos uma alteração grande na programação do jantar de abertura. O ônibus que vinha de São Paulo sofreu com os atrasos de vôos dos participantes e com a forte chuva que caiu na tarde quarta. Acabou chegando 21:30 h qdo era para chegar às 18:00 h. Mas, mesmo assim correu tudo bem. Foi uma festa bacana.
Hoje, tivemos a realização das primeiras etapas dos concursos individual e por equipes. Correu tudo bem, também. Mas, estou bem cansadão. Não só eu.... todos envolvidos se entregam muito para que os participantes se sintam à vontade e aproveitem o evento.

Daqui a pouco, vamos assistir a uma apresentação especial da peça musical "A Era do Rádio", exclusiva para nosso pessoal.

23 outubro 2007

Encontro de Cruzadistas


Estamos na reta final para a abertura do nosso encontro de cruzadistas. Já chegamos à décima edição. A partir de amanhã, leitores de nossas revistas, do Brasil todo, chegam a Poços de Caldas para mais uma rodada de campeonatos de passatempos e várias outras atividades.
Esse ano teremos a apresentação da peça "A Era do Rádio". Tá tudo certo, mas a ansiedade é grande...
É uma canseira para a gente que organiza, mas é muito prazeroso ver tudo funcionando.

19 outubro 2007

Metamorfose ambulante

Conforme o tempo vai passando, percebo que não preciso manter as mesmas opiniões que tinha no passado. Tudo muda e se transforma. Nosso corpo, nossas necessidades, nossas ambições. Não há nada de mal em deixar de gostar de alguma coisa e de começar a gostar de outras. Hoje em dia, acho isso natural.
Prova disso, é o horário de verão. Antigamente, eu era ferrenho defensor dele. Assim que o Governo o implantou, em 1985, achei o máximo. Acordar antes de o sol aparecer, poder aproveitar o final do dia ainda com claridade. Não havia nenhum contra. Mas, hoje... Estou tendo dificuldade para acordar e chega no final do dia quero que o sol se esconda logo para diminuir o calor...
Acho que o que se deve manter são os valores. E até aperfeiçoa-los, adquirir novos comportamentos que te façam crescer. Mas, opiniões e impressões existem para serem mudadas. Experimentar coisas novas e reexperimentar o que faz tempo que se fez, são hábitos positivos, penso eu.
Até quando vai ser assim? Não sei. Não vejo menor problema em mudar de opinião de novo!

18 outubro 2007

Campeonato Mundial de Passatempos

Os campeões desse ano:
alemão (3º), húngaro (1º) e americano (2º)


A 16ª edição do Campeonato Mudial de Passatempos aconteceu esse ano no Brasil. No Rio de Janeiro, numa promoção da Ediouro. Fomos convidados para participar, não como concorrentes, mas apenas como observadores.
Foi muito bacana. Cerca de 30 países mandaram suas equipes. Na verdade, são tipos de passatempos que não usamos em nossas revistas. Nós usamos Palavras Cruzadas e jogos com palavras. Eles usam apenas passatempos de lógica, que independem de idioma. As provas são muito difíceis, desenvolvidas e resolvidas por verdadeiros gênios.
Para nós foi interessante pelo contato com editores de outros países e para rever alguns amigos. Pudemos reencontrar Will Shortz, editor de Palavras Cruzadas do New York Times. Conhecer editores da Turquia, Itália, Romênia, Peru, Argentina, Índia e muitos outros. Uma verdadeira babel de passatempos.

Eu com mr. Will Shortz e Mr. Luciano Mussolin

17 outubro 2007

Para quem gosta de futebol e cerveja

O São Cristóvão é um bar da Vila Madalena inteirinho decorado com motivos futebolísticos. Não é um daqueles bares temáticos modernosos, mas sim um boteco com milhares de fotos, desenhos, camisas, cachecóis, distintivos, etc... pregados em suas paredes. Do chão ao teto. Muita coisa antiga, tipo anos 40 e 50. E vocês podem imaginar meu orgulho ao ver uma linda camiseta da CALDENSE, em local nobre, bem na entrada, logo acima de um pôster do Brasil pentacampeão (foto de celular, não muito nítida, ao lado).

O chope é gelado, as porções boas e pedimos um prato de carne de panela pro Marcelo que estava bem gostoso. Fica na rua Aspicuelta.

Eles fizeram algumas camisetas de clubes brasileiros nos modelos da época em que conquistaram títulos importantes . Por exemplo, o Palmeiras de 1951, o Flamengo de 1981. Tem bastante variedade. Ficou uma coisa bem interessante, apesar do preço salgado, R$ 120,00!!!!

Outro detalhe curioso é o vaso do banheiro masculino (foto ao lado). Tem uma trave para orientar a mira (hehehe).

16 outubro 2007

Tropa de Elite: uma opinião

Pedi ao sobrinho Rubens que escrevesse sobre o filme "Tropa de Elite", de José Padilha, que ele assistiu no último domingo. Selecionei alguns trechos de sua inflamada opinião:

"Sucesso nacional nascido na informalidade dos camelôs e que conta a rotina e a intimidade do BOPE, o Batalhão de Operações Especiais da PM do Rio de Janeiro, especializado em confrontos urbanos. Confesso, que fui com grandes expectativas e imaginava que iria me decepcionar por isso. Pra começar, é interessante situar a todos, fui assisti-lo no cine Bristol da avenida Paulista, local onde com freqüência vê-se jovens, na sua maioria universitários, fumando um beck ou mesmo cheirando 'uma carreirinha'."

"Parafraseando a crítica da revista Veja desta semana, "Tropa de Elite" é a primeira obra da filmografia nacional a tratar bandido como bandido e o mais assustador de tudo, tratar todos os usuários de droga como grandes responsáveis e sócios do crime organizado. Estes dois personagens, o bandido e o usuário, são muito comuns no nosso país. Pois então, esta é a chave, as pessoas se sentiram ultrajadas, agredidas, porém a realidade posta na tela impede que haja qualquer reação contra os métodos utilizados, mostra a realidade nua e crua do Brasil. Claro, que há um abuso exacerbado da violência, pelo líder, agora herói nacional, comandante Nascimento, porém, plenamente justificável pela já célebre frase dita pelo mesmo logo no início do filme “Para ser policial no Rio de Janeiro, existem apenas 3 alternativas, ou você se corrompe, ou se omite ou parte para a guerra”, e foi a terceira opção a escolhida por ele, e isto o faz, devido as circunstâncias, um herói."

"Em outra passagem, logo ao chegarem no morro, a equipe do BOPE chega atirando e atinge um usuário que estava fumando um, e logo em seguido pega um estudante que também estava queimando e tortura-o para arrancar informações. Nesta passagem, o comandante Nascimento questiona o menino se ele sabia quem havia matado seu amigo, o menino assustado diz que não e após muita insistência diz que havia sido a tropa, mas o comandante é muito claro e enfático ao dizer “Você errou, quem matou seu amigo foram vocês. Vocês que financiam isso aqui, a gente sobe no morro pra desfazer as c* de vocês!”, essa frase passa uma mensagem muito clara, e que se analisando friamente, é a mais pura realidade."

"Creio que esse filme seja um grande início para talvez haver uma conscientização maior do egoísmo de se queimar um, sem pensar nas conseqüências. É interessante pensar que cada vez que você compra um tijolo ou algo do tipo, você está colocando uma arma na mão de uma criança. Esta pra mim foi a mensagem principal do filme, fora isto, pesquisei bastante sobre o BOPE e minha opinião é muito clara, são heróis, uma rara ilha nesse país sem lei."

Rubens tem 22 anos. Esta é sua opinião. Deu vontade de ver logo o filme!!!

15 outubro 2007

Gabriel Guerra

Coincidentemente, no vôo que levou meu irmão Luciano e o Paulo Durante de Campinas para o Rio de Janeiro, onde eu os esperava para assistirmos o Campeonato Mundial de Passatempos, estavam os 2 Ricardos Guerras de Poços de Caldas. Ambos músicos. Um deles, estava embarcando para Angola para 3 meses de apresentações. O outro, também contador de nossa revista, estava indo ao Rio para o lançamento do quarto CD de seu filho Gabriel. A apresentação seria no Estrela da Lapa e ele nos convidou.
Fomos. O rapaz tá com tudo. Montou uma banda de primeira linha e está com umas músicas bem melodiosas. Seu show alterna momentos de puro romantismo com blues e pop. A presença de um cello tocado com arco dá um toque especial. E ele segura bem os vocais e sustenta tanto o violão como a guitarra com autoridade. Esse disco, Nobre Guerreiro, está sendo lançado pela Som Livre. Sucesso para ele. Talento tem de sobra!!!

14 outubro 2007

Pescar relaxa!

Sei que a pesca esportiva é considerada por muitos como uma crueldade com os animais. De fato tenho um pouco de pena dos peixes fisgados, mas os especialistas garantem que eles voltam para a água e conseguem levar uma vida normal. Sem maiores conseqüências. Existe sim um certo prazer mórbido em conseguir sacá-lo da água. É uma vitória. Um desafio.

Mas, o que mais me atrai é o fator relaxamento. É impressionante como pode-se passar horas a fio tentando capturar os animais e sem pensar em absolutamente NADA que cause preocupação. A mente se esvazia completamente. Relaxa mesmo. A atenção fica toda nos anzóis, varas, carretilhas, iscas, arremessos e em mais nada.

Junta-se a isso uma turma de amigos, boa comida, cerveja gelada, muita conversa fiada... Tá aí um programinha bom.

13 outubro 2007

Bruma cinzenta

A região da Argentina onde fomos pescar adota a técnica de queimada para limpar seus campos e pastos. Não muito diferente do Brasil. Isso faz com que o céu fique constantemente acinzentado, embaçado, já que estamos num período de falta de chuvas. Olhando para o horizonte, dava para ter uma idéia do tanto de fumaça que estava no ar. O alcance da visão era bem limitado. Mas, à tarde proporcionava um belo panorama, quando o sol começava a baixar, formava uma bola de fogo, perfeitamente redonda e alaranjada.
Esse aí acima é o Ângelo de São João da Boa Vista. Abaixo, mais um pouco do visual.

12 outubro 2007

Voltando

Após uma série de idas e vindas, estou voltando. Pretendo, nos próximos dias, postar bastante coisa sobre minha pescaria e sobre o Concurso Mundial de Passatempos. Preciso é arranjar tempo para escrever e editar tudo com as fotos. Ando na correria de novo porque logo começa nosso encontro de cruzadistas, em Poços. É isso: assunto não falta!