27 junho 2009

É recurso público...

"Garota é uma lição para Ivete Sangalo

Giulia Olsson tem 14 anos e estuda no ensino médio na Flórida. Nos últimos meses, ela vendeu limonada na rua, lavou carros, disparou e-mail por várias partes do mundo para arrecadar dinheiro destinado à orquestra sinfônica de Heliópolis, a maior favela de São Paulo. Conseguiu levantar R$ 30 mil.
Giulia está, nesse momento, ensinando violino para as crianças da sinfônica e vai se apresentar na Sala São Paulo - a história detalhada está no
http://www.catracalivre.com.br/.
É uma lição para celebridades como Ivete Sangalo e Caetano Veloso, entre outras celebridades brasileiras, que vem conseguindo dinheiro público para seus shows. Uma das justificativas dadas pelo Ministério da Cultura para aprovar a concessão do benefício à turnê de Caetano Veloso (um benefício totalmente dentro da lei, diga-se), é que Ivete Sangalo, montada nos seus milhões de reais, com plateias cheias, também ganhou --assim como Maria Bethânia.
Todas essas celebridades fariam melhor a elas mesmas e ao país se, como Giulia, pelo menos compartilhassem suas experiências com estudantes.
Enquanto uma menina de classe média se empenha em ajudar uma comunidade, transformando dinheiro privado em ação pública, a Lei Rouanet tem permitido o contrário --dinheiro público voltado a interesses privados."


Publicado na Folha de São Paulo de 25/06/2009.
Autor Gilberto Dimenstein.
Grato a Paulo Durante pela colaboração.

26 junho 2009

Gente fina

Mais um texto interessante da gaúcha Martha Medeiros. Comprei um livro dela só que ainda não o li. Ela parece ter uma sensibilidade extra para fatos e sentimentos corriqueiros. E uma facilidade grande de se expressar em linguagem simples.
Este me foi enviado pela Ana Lucas, muito grato! E dedico aos meus (muitos) amigos 'Gente Fina' que tenho.

"Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.
Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. Todos a querem por perto.
Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões quando necessário. É simpática, mas não bobalhona.
É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir.
Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana. Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho.
Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar.
Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia.
Gente fina não julga ninguém - tem opinião, apenas.
Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera. O que mais se pode querer?
Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa.
Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros.
Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.
Gente fina é que tinha que virar tendência. Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença."

25 junho 2009

Bizarrices do Senado

Aproveitando essa onda de descobertas que assola nosso Senado Federal, temos a oportunidade de rever os estranhos nomes ou sobrenomes de alguns de nossos senadores. Vejam só:
Mozarildo Cavalcanti, Neuto De Conto, Epitácio Cafeteira, Papaléo Paes, Delcídio Amaral e Heráclito Fortes.
Suas biografias podem ser encontradas em www.senado.gov.br

Na Câmara dos Deputados, tem mais ainda:
Acélio Casagrande, Aelton Freitas, Albérico Filho, Ariosto Holanda, Arolde de Oliveira, Colbert Martins, Darcísio Perondi, Eleuses Paiva, Elismar Prado, Evandro Milhomen, Geraldo Pudim, Jofran Frejat, Jovair Arantes, Jurandil Juarez, Onyx Lorenzoni, Perpétua Almeida, Sandes Júnior, Uldurico Pinto, Valtenir Pereira, Wandenkolk Gonçalves, entre outros.
Sandes Júnior é demais, não???
Maiores detalhes em www.camara.gov.br

A maior parte deles a gente nunca ouviu falar. E quero deixar claro que ter nomes estranhos não significa nada. Se receberam o direito de representar seu povo, seja no Senado ou na Câmara, o importante é que o façam com dignidade e respeito. Gosto de ver nomes diferentes, mas isso não faz nenhuma diferença ou tem a menor importância... O que vale mesmo é o caráter de cada um deles.

Mais nomes diferentes aqui: http://mussolin.blogspot.com/2009/01/nomes-diferentes.html
e aqui: http://mussolin.blogspot.com/2008/10/nomes-estranhos.html e aqui: http://mussolin.blogspot.com/2008/08/nomes-esquisitos.html

24 junho 2009

Bátima e Robson


O blog do Curioso, do Marcelo Duarte, descobriu que existe uma dupla sertaneja mineira batizada de Bátima e Róbson. Numa clara alusão à dupla dinâmica do seriado de TV. É muita criatividade, não?

Quem quiser ler o post completo dele, com direito a fotos e clipe, é só clicar no link abaixo:

22 junho 2009

Ford Fusion

Essa propaganda eu gostei. Conta uma história, passa sua mensagem, sem apelações, sem recorrer a artifícios escusos. E conta com o riff magnífico da canção "Back in Black", do AC DC, na guitarra de Angus Young.

20 junho 2009

Carinhoso

Existem 'N' versões deste maravilhoso choro de Pixinguinha, com letra de João de Barro. Separei uma das versões de Orlando Silva, que é das que mais sentimento transmite. Não sei a razão, mas é uma das minhas mais remotas recordações musicais. Suspeito que seja por causa de uma novela que passou na Globo no começo dos anos 70, também chamada "Carinhoso". A melodia dessa canção é belíssima e a letra veio complementar o que considero uma das mais importantes músicas de nosso cancioneiro.

Ouça e deixe a emoção fluir.




CARINHOSO
(Pixinguinha e João de Barro)

Meu coração
Não sei porque
Bate feliz, quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim, foges de mim

Ah! Se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E muito e muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor
Dos lábios meus
À procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então
Serei feliz, bem feliz

18 junho 2009

Preconceito

Fiquei assustado com essa:

Da Agência Brasil:
"Pesquisa realizada em 501 escolas públicas de todo o país, com alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, revelou que 99,3% das pessoas demonstram algum tipo de preconceito étnico-racial, socioeconômico, com relação a portadores de necessidades especiais, gênero, geração, orientação sexual ou territorial.
De acordo com a pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, 96,5% dos entrevistados têm preconceito com relação a portadores de necessidades especiais, 94,2% têm preconceito étnico-racial, 93,5% de gênero, 91% de geração, 87,5% socioeconômico, 87,3% com relação à orientação sexual e 75,95% têm preconceito territorial."

17 junho 2009

Medo de avião


'Foi com medo de avião, que segurei pela primeira vez na tua mão'... Grande Belchior...

Fiz uma rápida enquete em meu blog sobre voar de avião. Pouco mais da metade dos votantes disse que tem medo de voar, mas enfrenta. Eu me enquadro entre esses. Pouco menos da metade disse que não sente medo, voam sem problemas, numa boa. E apenas um disse que não entra 'nem a pau' em um avião.

O acidente do avião da Air France trouxe à tona esse assunto. Daqui a pouco esfria de novo e ninguém mais fala nisso. É uma situação complicada mesmo. Ficamos nas mãos dos pilotos e da alta tecnologia. Pelo tanto de avião que voa pelo mundo, até que acontecem poucos acidentes. Estamos sujeitos, sim. Mas, não acho que seja mais perigoso do que andar de ônibus ou carro pelas estradas. O problema é a proporção...
Larga a mão... Melhor não pensar nessas hipóteses. Bom mesmo é aproveitar o momento. Se for dentro de um avião, que seja para curtir...


15 junho 2009

Arte com giz

A foto é de celular e não está boa...

O restaurante Ritz, na alameda Lorena tem um painel muito interessante. É uma paisagem de São Paulo, com seus prédios e antenas, todo feito com giz colorido, com riqueza de detalhes. O artista é de sobrenome Latorraca, não guardei seu primeiro nome. Fica muito bonito, ao lado há escrito algumas sugestões de pratos. É um atrativo a mais, além da comida boa, ambiente gostoso e preço razoável.

09 junho 2009

A Mulher Invisível


Fomos ver "A Mulher Invisível" no cinema no fim de semana passado. O diretor é o Cláudio Torres, filho da Fernanda Montenegro, com Selton Mello e Luciana Piovani. Sinceramente, já estou meio cansado de ver filme nacional com temática violenta ou de miséria. E os poucos filmes com assuntos que fogem à essa regra não têm me agradado muito.

Este filme é uma comédia muito bem estruturada. Selton Mello está impagável, domina o filme completamente. Vem confirmar sua condição de um dos melhores atores em atividade do cinema nacional. Sua interpretação faz o público rir quando precisa e demonstra todo talento em seus devaneios em busca da mulher ideal. Luana Piovani está propositalmente muito sexy no enredo, também transmitindo realismo ao seu papel da mulher perfeita. Ela chega a assistir um jogo da terceira divisão do futebo goiano, enquanto espera o namorado chegar, trajando apenas uma camisa!!! Os coadjuvantes Vladimir Brichta, Fernanda Torres e Maria Manoella também estão muito bem.



A história gira em torno de um cara que, após ser abandonado pela mulher, fica com a cabeça em parafuso. Ele idealiza uma mulher perfeita e passa a conviver com ela. O que produz cenas realmente engraçadas.

Destaco a trilha sonora que pinçou uma balada de Janis Joplin (A Woman Left Lonely) e uma paulada dos Ramones (She's a Sensation). As duas músicas tocam em alguns momentos marcantes do filme e caíram muito bem nas cenas.

07 junho 2009

Cruzadas em Prédio


A cidade de Lvov, na Ucrânia, tem a tradição de ser um local de alta cultura, com orquestra filarmônica, óperas e balés. Uma de suas atrações é um enorme esquema de palavras cruzadas pintado na lateral de um edifício residencial próximo ao centro da cidade.
O desenho tem pouco mais de 30 metros de altura, com 34 casas na vertical e 19 na horizontal. As definições ficam espalhadas em diversos pontos da cidade, como parques, teatros e fontes. Aí você me pergunta: e as soluções??? Os organizadores criaram um sistema interessante. Ao anoitecer, as palavras corretas são projetadas no enorme esquema do prédio, em nítidas letras fosforescentes. O único problema é que o esquema é todo no alfabeto cirílico, adotado pelos ucranianos...
Fica aí a sugestão para alguém adaptar a idéia para nosso alfabeto.
O link da matéria original, publicado no jornal The Telegraph, da Inglaterra é: http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/howaboutthat/4206226/Worlds-biggest-crossword-on-tower-block.html

05 junho 2009

Chafariz

Decidimos tentar a sorte e meio sem informações fomos almoçar no restaurante Chafariz, na Vila Madalena. Situado num sobrado, a casa não traz nenhum grande atrativo arquitetônico ou de decoração, mas o que mais importa é de primeira: a comida. O Marcelo traçou um bife a cavalo, a Adriana uma feijoada e eu uma inesquecível tilápia grelhada ao molho de limão cravo, que vem numa cama de vagem, couve-flor e brócolis, acompanhado de arroz integral. Bom mesmo.

Lá, eles me deram um cartão com o endereço da página eletrônica do restaurante: www.restaurantechafariz.com.br, só que não carrega. Pode ser que esteja temporariamente fora do ar.

O restaurante fica na rua Wisard, que na verdade lê-se VIZÁRDI. Alguém sabe me explicar o motivo? Deve ser algum termo da região, já que existe uma palavra inglesa que é WIZARD e lê-se UÍZARD. E-mails para a redação...

03 junho 2009

Um pouco de Filosofia

Esse texto abaixo foi escrito pelo amigo-virtual Carlos Edu Bernardes, o Carlão, de Goiânia. Achei interessante, pois estimula raciocínios sobre o consumo na área da cultura:

"Um grande filósofo alemão, Adorno, decifrou bem a indústria da cultura.
O momento inicial, o espanto, a surpresa, é aquilo que grava e que depois procuramos novamente, na maioria das vezes sem muito sucesso. Um sorvete é delicioso todo dia, um beijo na boca todo dia também é, mas as sensações primeiras de saborear um sorvete e o primeiro beijo são realmente inesquecíveis.
Então, muitas coisas que nos chegam na forma de encantamento primeiro, num choque, numa avalanche inusitada de sentimentos, como por exemplo músicos e suas canções, a cada trabalho novo fica mais difícil superar ou repetir a explosão e o arrebatamento dos primeiros... Mas a indústria força e tudo volta - na maioria das vezes - numa mesmice de roupa nova... Tudo para tentar atingir novamente o espanto inicial e continuar vendendo...
"

02 junho 2009

Esquinas


Os semáforos de São Paulo são curiosos. Todo dia tem novidades, nem sempre boas, pois grande parte dos assaltos acontecem no momento em que estamos esperando o sinal abrir. E há também os pedintes, sejam eles falsos, gente que finge ter problemas físicos, por exemplo, ou verdadeiros. E os vendedores, muitas vezes mal-intecionados. Mas, o melhor e mais interessante são os artistas de rua.

Mágicos, malabaristas, dançarinos, cuspidores de fogo, equilibristas e muito mais. Há uma novidade toda semana. Outro dia vi essa figura aí da foto. Ele vendia uma revista em quadrinhos que ele mesmo havia produzido. Ele circulava por entre os carros, com essa placa erguida e olha que tinha gente que comprava mesmo. Achei a idéia peculiar, mas não comprei para ver se era boa...

31 maio 2009

O Bi na Libertadores


Tá no Kibeloco:

O Luxemburgo disse para a diretoria do Palmeiras que queria o bi na Libertadores. Eles entenderam que ele queria OBINA na Libertadores...

Deu no que deu...

30 maio 2009

Aos olhos de uma criança


Nem bem acabei de ler o livro de Lennon, já comecei "O Menino do Pijama Listrado", de John Boyne. Em 2 dias li tudo. São menos de 200 páginas de uma escrita leve e fácil. E um enredo fascinante e profundo.
É a história de um menino de 9 anos, filho de um general alemão, na época da Segunda Guerra Mundial, que muda-se com a família para uma casa bem longe de Berlim, sua terra natal. Lá, conhece um menino judeu, da mesma idade que ele, que vive numa área que fica depois de uma cerca ao lado de sua casa.
É quase uma fábula. Um texto que prende o leitor desde a primeira página, com poucos personagens e sem grandes divagações. Sei que já está para ser lançado um filme baseado nesse livro. Desde já, acho que será um sucesso, se for bem feito. A trama é simples e doce, focada na inocência de uma criança de 9 anos, descobrindo os horrores de uma fase negra da história mundial.
Obrigado a Ana Lucas por me indicar e emprestar esse livro que cai como verdadeiro lenimento em épocas turbulentas. Altamente recomendável!

27 maio 2009

John Lennon: A Vida


Depois de 70 dias, terminei de ler a enorme biografia de John Lennon, escrita por Philip Norman. São mais de 800 páginas com letras miúdas e capítulos extensos. O assunto me agrada e muito, só que não há como deixar de admitir: li de cabo a rabo com alguns momentos de desânimo.

Não tenho muitas experiências na leitura de biografias, mas creio que um dos pontos principais para quem escreve sobre a vida de uma outra pessoa é não interpretar os fatos. Talvez seja esse o grande erro de Philip Norman. Suponho que uma biografia seja uma coleção de fatos marcantes na vida de alguém. Agora, analisar as intenções ou motivações do biografado ao fazer determinada ação, creio que extrapole o dever do escritor.

Para mim, ficou nítido que Norman quis dar destaque a alguns fatos que poderiam causar polêmica, como o suposto caso homossexual com o empresário Brian Epstein, uma relação incestuosa com a mãe, Júlia, e os acessos de fúria em aluns momentos de excesso de álcool e drogas. Para vender mais ou ter algum espaço na Imprensa, alguns 'literatos' optam por esse expediente.

Certamente, esse empenho em causar frisson motivou Yoko Ono e Paul McCartney a não abonarem esse livro. Ao longo de três anos, o autor entrevistou muitas pessoas relevantes na vida de Lennon, mas ao final, as duas mais importantes na vida dele terminaram por não assinar embaixo o que lá está escrito.

Sei mais do que ninguém, que Lennon não era santo. E isso até que é bem mostrado no livro. Da mesma forma, que o minucioso trabalho de pesquisa de Norman mostra o ex-beatle como uma pessoa normal, com necessidade de contato com a família e sentimentos comuns a qualquer ser humano.

Uma das coisas que gostei na obra foi a parte que trata da infância dele. Percebe-se que Norman, de fato, pesquisou a fundo e conversou com muitas pessoas que tiveram contato com Lennon. Gostei também do período logo após a separação dos Beatles. Quando o relacionamento com Yoko e seus esforços para difundir uma mensagem de paz tomaram de assalto a Imprensa mundial.

Em suma, é um bom livro. Meio apelativo e, em algumas horas, um pouco confuso com muitos nomes sendo citados e um vaivém no tempo que atrapalham o leitor. Não creio que alguém que não seja fã de Lennon consiga ler uma obra tão extensa.

24 maio 2009

Mercearia do Conde

Local simples e alegre. Há muito o que reparar.

Seguindo a dica do Haroldo e da Priscilla fomos no último domingo conhecer a Mercearia do Conde, aqui em Sampa. O lugar é muito agradável. Primeiro, que situa-se numa rua deliciosa, bem arborizada, com vários restaurantes e lojas legais. O ambiente interno é bem alegre, com centenas de detalhes para se olhar. Muitas cores e formas tomando todo o espaço das paredes e teto. São obras artesanais expostas que compõem a decoração e podem ser adquiridas também, numa lojinha anexa.

A comida e o serviço são impecáveis. E rápidos. Mesmo sendo domingo, quando os restaurantes estão mais cheios, tudo correu direitinho. Valeu o passeio. É um local que dá para ir passar a tarde, tem muita coisa para se observar.


Coincidentemente, os espelhos expostos são da Marina, irmã no Nando, amigo de São Paulo que tem sítio em Caldas.

22 maio 2009

Adriana Calcanhotto


Clima mais do que propício: domingo à noite, meia-luz, sentado confortavelmente, músicas calmas, a voz dela muito suave, cansado de tanto andar... acabei cochilando! Estava lá pela sexta ou sétima música do show da Adriana Calcanhotto, no último domingo, no HSBC Hall, antigo Tom Brasil. Então o show estava ruim? Não, pelo contrário. Estava muito bom, só que eu não resisti a essa somatória de fatores. Pesquei...
Fomos eu, a Adriana e o Marcelo. Estava bem cheio, mas não lotado. Suas músicas são bem românticas e poéticas, sem cair no meloso. Palco sem praticamente nenhuma decoração, apenas uma enorme concha no canto esquerdo, numa alusão ao seu último disco, que dá nome ao espetáculo: "Maré".
Ela fala bem baixo, não é muito comunicativa, mas esbanja talentos. Toca guitarra, violão, violoncelo e cuíca. Cita trechos de poesias, principalmente de poetisas. Tenho uma certa simpatia por ela, não tanto pelos seus inegáveis dotes musicais, mas por uma entrevista que assisti com ela na GNT. Achei suas ideias muito boas e coerentes. Isso ajuda a valorizar um artista.