
Ocorre que a TV digital é bem mais do que melhora na imagem. Veja só: no futuro próximo, o telespectador que estiver assistindo, digamos, ao seriado "24 Horas", poderá dar um zoom na camisa de Jack Bauer e, com um clique do botão do controle-remoto, descobrir que o artigo em questão é vendido pela Gap, custa x dólares e pode ser encontrado nas cores e tamanhos x, y ou z. Com mais um clique, o telespectador poderá colocar a camisa que o personagem de Kiefer Sutherland está vestindo em um carrinho de supermercado, como já faz em qualquer site de compras. E, como em qualquer Amazon da vida, o sistema traçará um perfil do consumidor baseado no seu histórico de compras. Você já adquiriu o DVD de tal filme, a roupa de tal loja e o CD daquele artista? Então irá gostar também deste ou daquele produto.
Trata-se de uma nova fronteira para a publicidade, em que filmes de alcance mundial, como a propaganda da Pepsi com David Beckham ou os anúncios de André Agassi para a Kia, perderão espaço para um marketing mais direcionado. E, como será o telespectador quem irá decidir a que horas e de que forma pretende assistir à programação oferecida, os intervalos comerciais terão de ser repensados e a publicidade, quem sabe, inserida diretamente na programação por meio de merchandising. É o mundo mezzo "Minority Report", mezzo Polishop batendo à porta. Não sei bem como será, mas quero estar preparada."
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